Passendo no parque em boa companhia
Ho ho ho
Minha pequena viking
Mon amour
Devido ao elevado número de reclamações pela falta de atualização do blog, vou aproveitar meu day off e escrever algumas linhas. Foram muitas emoções, como diria o Rei. Primeiro, em julho recebemos a ilustre visita da minha mamãe querida e da minha irmã, não menos querida, Luísa (sou puxa saco mesmo, e daí?), que encheram nossos dias de alegria aqui em Dublin. Mostrar a cidade para as duas foi redescobrir os cantinhos desta Dublin que a gente já passa com aquele olhar cansado, de quem não vê o novo. Acontece em qualquer cidade. Quando a gente passa muito tempo no mesmo lugar parece que a gente perde aquele olhar de criança. Foi bom matar um pouco da saudade, recuperar as energias e redescobrir coisas. Além disso, o Alexandre deu uma de guia turístico e ajudou as meninas por dois dias em Paris. Ouí!
Muito em breve, no final de setembro, vamos receber também os pais do Alexandre e a Têmis , para comemorar o aniversário do Seu Aldo em grande estilo, bebendo uma pint no Temple Bar e escutando música irlandesa. Enquanto isso, seguimos na batalha para pagar o aluguel e conseguir juntar uns euros. O Alexandre, depois de uma breve passagem trabalhando na parte de vendas de um serviço de transporte brasileiro (muito trabalho, nenhum dinheiro), voltou a pintar e colocar papel de parede com o Silas. Eu, sigo no Tesco trabalhando na sessão de roupas e me virando nos 30. Se tudo der certo, em uns 2 meses estamos planejando ir para Londres. Aqui na Irlanda tem um sistema muito legal em que tu vai acumulando horas de folga a cada semana trabalhada, e pode pedir estas horas quando quiser. Não precisa tirar o mes todo junto, como no Brasil.
Seguimos morando em Bayside, o que é bom e ruim. Bom porque convivemos muito bem com o pessoal. Ruim, porque gastamos muito em transporte. Já elogiei aqui o transporte em Dublin, mas é só ficar mais de um mês para ver que tem muitos problemas. A começar pelo preço, um passe mensal de trem e ônibus (atenção: de estudante) sai por 93 euros. Como pego trem pra ir pra aula e ônibus pro trabalho, marcho com essa quantia todo o mês e ainda saio no lucro, porque se fosse pagar todo o dia a facada era maior. Tudo é caro, aliás. Mas como dizem os brasileiros aqui, quem converte não se diverte. E eu acrescento: quem guarda grana também não! Hahaha! Quase não saimos de casa para fazer o pé de meia, mas estamos nos planejando para poder viajar e voltar com algum pro Brasil. Esses tempos fomos numa feirinha brasileira. Adivinha: pelada, churrasquinho e pagode. Não sei da onde saiu tanto brasileiro, vixe! Quase morri comendo coração, picanha e feijão tropeiro. Saudade BRAZIU! Outro fim de semana fomos em um castelo que tem aqui perto de casa, em Malahide, muito bonito e interessante. Mas o tour guiado, de 7 euros, deixou a desejar. Uma voz gravada te conduz aos ambientes mas perde muito tempo falando de detalhes da decoração e esquece da história da família que viveu por 800 (!) anos no castelo, passou por batalhas importantes e afins. Bom, acho que me alonguei de mais. Mas é isso aí pessoal, já já cenas dos próximos capítulos...
